Uma jovem universitária acorda confusa e descobre estar grávida. Ao reconhecer o cenário, percebe que transmigrou para o romance como Maria Lima, esposa do mocinho Miguel Silva. A família de Miguel a acusa de interesseira e pressiona pelo divórcio e exílio; ela recusa abortar e ameaça não entregar o bebê. Lembrando que, no livro, assinar o divórcio leva Miguel a abandonar a Maria original, ela usa esse conhecimento para resistir e reivindicar o pai da criança. Miguel inicialmente oferece o divórcio, mas no fim afirma: "Eu não quero me divorciar!", deixando a decisão em aberto.
Maria volta à família anunciando que vai ficar com Miguel e revela que está grávida; recusa interromper a gestação. Na casa, um homem que se diz filho do chefe surge exigindo a devolução de cupons, carne, óleo e 100 dólares, ameaçando denunciá‑la por “casamento militar” e prendê‑la. Os pais oscilam entre desconfiança e perdão; a família de Miguel acusa Maria de interesseira. Miguel pede para falar com ela a sós e a leva embora; Maria espera um beijo, mas uma voz interrompe chamando suas atitudes de “palhaçada”, deixando o desfecho em aberto.
Durante uma briga doméstica, um marido exige o divórcio e a mulher ameaça se matar para evitar a separação. Para impedir o divórcio, Maria afirma estar grávida e jura provar com um voto excêntrico; o anúncio faz Miguel e os presentes reagirem quando ela o chama de "amor" — algo inédito. Outra mulher os confronta, acusando Maria de ter casado por dinheiro e de encontros às escondidas; Maria rebate. A decisão imediata de não se divorciarem e arrumar as coisas fica marcada, deixando em aberto como vão enfrentar as acusações e a gravidez.
Maria descobre um sistema que troca objetos antigos por moedas de ouro e o usa para comprar itens modernos — arroz, farinha, óleo e absorventes — planejando sobreviver no interior dos anos 70. Ao voltar para casa, ela aparece arrumada e recebe elogios da mãe, mas também comentários maldosos dos vizinhos. Um grampo de pérola chama atenção: alguém a identifica como a mocinha do livro, Laura Santos, amiga de infância de Miguel. A identificação liga Maria ao jovem e muda a dinâmica local, deixando-a diante da necessidade de explicar quem realmente é.
Um livro entregue a Miguel para a viagem de trem reacende ciúmes e comparações: Laura é elogiada como universitária enquanto Gabriel ridiculariza Maria. Alguém o repreende por falar com sua cunhada. Maria, grávida, teme que Miguel a deixe para ficar com Laura; Miguel assegura que não haverá divórcio. Apesar de sugerirem que ela fique na cidade, Maria decide deixar a passividade: anuncia que irá para o interior com as famílias para mostrar responsabilidade. A escolha dela altera a situação imediata e deixa em aberto como lidarão com o conflito no interior.
A família discute a decisão de Maria, grávida, de ir morar no interior. Parentes alertam que o trabalho rural e a vida dura põem em risco seu corpo e o bebê; o parceiro a acalma, mas ela insiste em ir. A presença de Laura e a menção da briga com Miguel alimentam fofocas; alguns afirmam que a atitude provou que Maria é nora da família Silva. Em meio ao conflito, alguém declara 'meu sistema finalmente vai ser útil', sugerindo um plano para testá‑la. Maria parte decidida, enquanto a família se prepara para observar o que acontecerá.
Maria remexe nas velharias tentando salvar lembranças enquanto a família se prepara para passar um ano no interior. A mãe e o pai desprezam objetos; um sistema de venda identifica e converte peças em três mil moedas de ouro, mas essa quantia não cobre a mudança. O pai revela que, depois que a família Silva foi injustiçada, gastaram muito e agora restam apenas trinta dólares e cupons de racionamento para comprar mantimentos. Diante da escassez, Maria se oferece para ir às compras amanhã — resta saber se esse dinheiro basta.
Maria convence o pai a deixar usar o último dinheiro da família para um investimento arriscado; o pai desconfia e a mãe lembra que sem o dinheiro vão passar fome, e Maria afirma que ainda não se divorciou de Miguel e quer ajudar a família. O pai cede e Maria procura ativos valiosos: descobre selos de 1976 que valem 500 moedas cada. Há 200 selos — 100 mil moedas no total — e, no mercado, um comprador surge dizendo 'Quero todos!' Agora a família precisa decidir se concretiza a compra e arrisca tudo ou recua.
Uma mulher usa um sistema para vender itens e recebe 230 mil moedas; com o lucro compra mantimentos (arroz, farinha, porco, frango, carne e ovos) para disfarçar uma entrega. Em casa, os parentes acusam Maria de causar problemas no abastecimento; um homem repreende Miguel por confiar nela. A filha assume a culpa e o pai promete resolver: vai falar com o velho comandante para conseguir cupons de racionamento emprestados e admite que terá de penhorar o relógio do avô. Ele parte em busca dos cupons; o episódio termina com o repetido chamado Amor!, deixando o desfecho em aberto.
Maria Lima, uma universitária moderna, transmigrou para um romance e acordou como a temida ex-mulher de Miguel Silva, grávida de seu filho. Recusando o destino da personagem original, divórcio e aborto, ela responde com gentileza calculada para abalar Miguel. A rival de infância, Laura Santos, cobiça Miguel e tenta envenená-la repetidas vezes, mas fracassa e é presa. Para proteger-se e provar seu valor, Maria voluntaria-se para trabalhar no campo. Com seu misterioso sistema de loja de departamentos, transforma a vida da família Silva, conquista o carinho dos parentes e lidera os aldeões rumo à prosperidade, recebendo reconhecimento oficial. Sua perseverança reconstrói afetos; ela volta antecipadamente à capital ao lado de Miguel e encontra a felicidade.