Na margem do rio da travessia, uma jovem recusa o gole do esquecimento oferecido por uma imortal que promete reencarná-la em luxo. A imortal confessa ter matado a mãe da jovem e incendiado sua cidade para tornar Gabriel um imortal; agora pretende eliminá-la também. Em vez de apagar as memórias, a jovem exige justiça, mesmo que isso destrua sua alma. Os imortais então a encaminham ao reino deles. A virada: sua recusa a leva ao Céu Supremo, onde ela encara os imortais — e seu julgamento permanece em aberto.
No Céu Supremo, aldeões suplicam aos imortais para salvar o Leste e devolver filhos, repetindo “Imortais, tenham piedade!”. Na corte, os imortais debatem punir o Oeste: reduzir as chuvas por falta de oferendas, enquanto alguns veem vantagem na guerra no Leste. A tensão cresce quando planejam informar o Imperador Celestial. Então percebem uma pessoa que parece vir da Árvore Celestial, ligada ao antigo rio da travessia, por onde almas vingativas não sobem. A presença desse estranho altera o cenário; a decisão sobre castigo ou clemência e o destino do recém-chegado ficam em aberto.
Uma mortal sobe ao Céu Supremo para exigir justiça: ela havia prometido casamento a Gabriel, mas descobriu que ele mantinha relação com a imortal Elisa; após repreender Gabriel, sua mãe foi morta por Elisa e setenta e três membros da família foram exterminados. Ela suplica ao Imperador Celestial por punição, mas ele classifica os mortais como efêmeros e lembra que Gabriel e Elisa são Escolhidos Celestiais sob sua proteção. Ordenam trazer os dois, anunciam a ressurreição iminente de Belara e convocam o conselho dos imortais. Negada, a mulher fica com sua demanda em aberto enquanto o reino decide.
Juliana é confrontada no reino dos imortais após massacres atribuídos a mortais; os imortais minimizam as mortes e alertam que, se Belara voltar, será uma tragédia. Apesar das acusações, os imortais determinam que seus méritos compensam as falhas e a autorizam a descer e reencarnar, com o aviso de que qualquer atraso na salvação do mundo a tornará culpada. Uma imortal rival a reduz a um degrau para si e Gabriel. Em seguida Juliana desperta: alguém a amparou, devolve-lhe fragmentos da alma dos pais para renascimento. O episódio fecha com a pergunta 'Conseguiu a justiça?'
No episódio, viajantes se aproximam da ponte do rio da travessia enquanto discutem beber a água do esquecimento para garantir um bom renascimento. Uma mulher, consumida por ódio e dívidas, renuncia à reencarnação e decide tornar-se demônio — um ato instantâneo que ela aceita para buscar a justiça que ninguém lhe deu. Explicam que virar imortal leva milênios, virar demônio basta um pensamento. Quando alguém percebe um cheiro familiar, anunciam que Belara desceu ao mundo e despertou. Com os dois Escolhidos Celestiais convocados, a situação culmina numa tensão pronta para explodir.
Letor retorna ao submundo e relata que, antigamente, três grandes demônios — Belara, Orven e Letor — dominavam ali. Agora Belara ressuscitou enquanto Orven dorme; sua volta ameaça o reino. No Céu Supremo, os imortais decidem descer e entregam aos Escolhidos Celestiais Elisa e Gabriel a Espada de Xandor e a Lira de Veyra para destruir Belara antes que recupere todo o poder. Um artefato adicional é retido: só liberará força quando alguém se transformar em demônio. Ao final, Letor aparece devolvendo um item à dona, surpreendendo todos e deixando o destino do artefato em aberto.
No episódio, Juliana é reconhecida como Belara durante um confronto: imortais a cercam e um homem propõe um trato — 'se você não atacar, eu também não' — mas avisa que lutará até o fim se for provocado. Gabriel é pressionado por aliados a matá-la para impedir que os três reinos sofram uma catástrofe; ele teme a punição do Imperador Celestial se ficar provado que ele e Elisa exterminaram a família dela. Juliana ridiculariza as justificativas dos imortais. Gabriel deve agora escolher entre executar Juliana imediatamente ou permitir que ela fuja rumo ao Oeste, onde Orven está.
Uma mortal que perdeu setenta e três familiares acusa os imortais por matarem seu povo em nome do Céu. Ela deveria ter seguido o ciclo de renascimento, mas subiu ao Céu Supremo para denunciá‑los. Os imortais a condenam: seu papel seria ser sacrifício para que Gabriel se torne imortal; agora alertam que ela pode virar demônio. Alguém ordena a Gabriel que a mate para cumprir a missão, enquanto outro contesta essa lógica. O episódio termina com Gabriel frente à escolha de matar ou poupar a mulher, uma decisão que determinará imediatamente o destino de ambos.
Elisa implora a Gabriel que poupe duas almas quebradas, membros da família Gomes, que estão detidas; outros o pressionam a silenciá-las. O Imperador e a Imperatriz Celestiais observam, e mesmo incompletas essas almas podem acusar. A tensão escala quando uma das pessoas presas confessa ter matado uma mãe, causado um incêndio e massacrado toda a própria família, alegando que foi forçada a se tornar demônio e culpando os imortais. Essa revelação coloca em risco segredos sobre o mundo mortal. Gabriel fica forçado a decidir: eliminar as testemunhas ou permitir que a verdade venha à tona.
Juliana e Gabriel eram noivos, mas Elisa, obcecada em garantir a imortalidade de Gabriel, conspirou e assassinou toda a família de Juliana. Consumida pelo ódio, Juliana subiu ao Céu Supremo em busca de justiça, mas foi rejeitada pelos imortais e lançada ao abismo. Desesperada, atirou-se no rio da travessia e despertou sua identidade passada: o demônio Belara. Ao lado de seu aliado, tentou acordar Orven, mas foi cercada pelos imortais e precisou refugiar-se no sonho do próprio Orven. Na perseguição, Elisa e Gabriel também penetraram nesse sonho, e, presos às suas obsessões, inadvertidamente ajudaram Orven a despertar. Assim, Belara, Orven e Letor se reuniram, espalhando terror pelo reino dos imortais.